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Mostrando postagens de agosto, 2026

STF suspende multas da NR-1: O erro fatal da diretoria que acha que o passivo trabalhista tirou férias

  Sabe o que a gestão imediatista de muita empresa por aí pensou quando abriu os portais de notícias nesta semana? "Opa, festa! O STF suspendeu as multas. Acabou a obrigação de cuidar de saúde mental, vamos voltar a impor metas inatingíveis em cima da equipe e fingir que estresse não existe!" Se alguém da sua liderança comemorou essa manchete no corredor, eu recomendo que você prepare o bolso da empresa. Estão prestes a cometer um erro caríssimo. O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a suspensão, por 90 dias, das multas e penalidades administrativas relacionadas aos riscos psicossociais e saúde mental no trabalho da NR-1. A justificativa é dar tempo para debater conceitos e trazer segurança jurídica para a norma. Aqui está a armadilha na qual a diretoria desavisada vai cair: o STF suspendeu a punição administrativa imediata por parte dos auditores fiscais. Mas a NR-1 continua inteirinha em vigor. A obrigação da sua empresa de gerenciar os riscos psi...

R$ 151 mil no ralo: O preço que a empresa paga por tolerar assédio moral e chamar de "cultura forte"

Sabe aquela liderança que acha que para dar resultado precisa gritar, humilhar e testar o limite psicológico da equipe? Tem diretoria que ainda bate palma e chama isso de "gestão de alta performance". Mas a conta desse amadorismo chegou para mais uma empresa, e o valor do cheque não é nada amigável. Se a sua diretoria acha que fechar os olhos para o assédio moral economiza o tempo do RH, é bom pedir para o financeiro separar uma reserva de emergência gigantesca. A Justiça do Trabalho condenou uma empresa a pagar R$ 151 mil a uma empregada que desenvolveu Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) após ser vítima de assédio moral no ambiente de trabalho. A perícia técnica foi cirúrgica ao estabelecer o nexo causal: não foi um "problema pessoal" que adoeceu a trabalhadora, foi o ambiente tóxico e hostil mantido, ou ignorado, pela própria organização. Quando o processo chega, a defesa corporativa tenta emplacar a velha desculpa do "não sabíamos de nada" ou ...

Burnout por cobranças abusivas: O mito da "meta agressiva" que derrete o caixa da empresa.

Sabe aquele discurso corporativo de que "trabalhar sob pressão faz parte do negócio" e que a equipe precisa "dar o sangue" pelas metas? Muitas diretorias ainda aplaudem gestores que lideram na base do grito e da cobrança irreal, achando que isso é sinônimo de produtividade. Mas a Justiça do Trabalho tem um nome diferente para essa prática: adoecimento ocupacional. E o preço por essa falta de gestão acaba de ser cobrado. Se a sua empresa ainda acredita que esgotar o colaborador é a melhor forma de bater as metas do trimestre, recomendo que chame o setor financeiro para provisionar o risco. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-23) condenou uma empresa após ficar comprovado que as cobranças abusivas e a pressão psicológica excessiva levaram um trabalhador a desenvolver a Síndrome de Burnout. O tribunal deixou claro que a exigência constante acima dos limites saudáveis gerou o esgotamento mental do profissional, configurando a responsabilidade civil da empregadora. Quan...

O "troféu de funcionária mais lerda": O preço altíssimo que a empresa paga pela liderança imatura

Sabe o que acontece quando a empresa promove a cargos de liderança pessoas que acham que o ambiente de trabalho é o quintal de casa? O passivo trabalhista bate à porta em formato de "piada". Se a sua diretoria acha normal tolerar gestores que usam a humilhação como ferramenta de poder, recomendo que reservem um orçamento exclusivo só para pagar indenizações. Uma atendente diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) processou a empresa após ser "premiada" pelos próprios superiores com o "troféu de funcionária mais lerda". A Justiça do Trabalho, como era de se esperar de quem julga com base técnica e não em achismos, não achou a menor graça. A empresa foi condenada a pagar R$ 20 mil em indenização por danos morais. O que muita diretoria não entende é que o assédio e a discriminação deixaram de ser apenas "problemas de RH" para se tornarem um risco legal mapeado. O fator de risco psicossocial aqui grita sob a ótica d...