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O mito do "trabalhe enquanto eles dormem": Como a desorganização do trabalho gera depressão e esvazia o caixa da empresa

Sabe aquela gestão que se orgulha de ter um ambiente "dinâmico", mas que na prática é só um caos organizado onde o colaborador apaga incêndios o dia todo? Tem diretoria que acha que suportar o esgotamento crônico é pré-requisito para vestir a camisa da empresa. Se a sua liderança compactua com essa desordem sistêmica, recomendo que preparem o orçamento para a próxima condenação trabalhista. Estão brincando de roleta-russa com o caixa. A Justiça do Trabalho condenou uma empresa a pagar indenização por danos morais a um empregado que desenvolveu quadros de depressão e ansiedade crônica. O motivo? As péssimas condições e a forma como a rotina era imposta. A perícia técnica foi irrefutável ao comprovar que o ambiente caótico e as exigências descabidas não eram apenas difíceis, mas adoecedores, servindo de gatilho direto para o colapso mental do profissional. Quando a notificação judicial bate na mesa da diretoria, o primeiro instinto do amadorismo é argumentar que "ansiedade...
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STF suspende multas da NR-1: O erro fatal da diretoria que acha que o passivo trabalhista tirou férias

  Sabe o que a gestão imediatista de muita empresa por aí pensou quando abriu os portais de notícias nesta semana? "Opa, festa! O STF suspendeu as multas. Acabou a obrigação de cuidar de saúde mental, vamos voltar a impor metas inatingíveis em cima da equipe e fingir que estresse não existe!" Se alguém da sua liderança comemorou essa manchete no corredor, eu recomendo que você prepare o bolso da empresa. Estão prestes a cometer um erro caríssimo. O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a suspensão, por 90 dias, das multas e penalidades administrativas relacionadas aos riscos psicossociais e saúde mental no trabalho da NR-1. A justificativa é dar tempo para debater conceitos e trazer segurança jurídica para a norma. Aqui está a armadilha na qual a diretoria desavisada vai cair: o STF suspendeu a punição administrativa imediata por parte dos auditores fiscais. Mas a NR-1 continua inteirinha em vigor. A obrigação da sua empresa de gerenciar os riscos psi...

R$ 151 mil no ralo: O preço que a empresa paga por tolerar assédio moral e chamar de "cultura forte"

Sabe aquela liderança que acha que para dar resultado precisa gritar, humilhar e testar o limite psicológico da equipe? Tem diretoria que ainda bate palma e chama isso de "gestão de alta performance". Mas a conta desse amadorismo chegou para mais uma empresa, e o valor do cheque não é nada amigável. Se a sua diretoria acha que fechar os olhos para o assédio moral economiza o tempo do RH, é bom pedir para o financeiro separar uma reserva de emergência gigantesca. A Justiça do Trabalho condenou uma empresa a pagar R$ 151 mil a uma empregada que desenvolveu Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) após ser vítima de assédio moral no ambiente de trabalho. A perícia técnica foi cirúrgica ao estabelecer o nexo causal: não foi um "problema pessoal" que adoeceu a trabalhadora, foi o ambiente tóxico e hostil mantido, ou ignorado, pela própria organização. Quando o processo chega, a defesa corporativa tenta emplacar a velha desculpa do "não sabíamos de nada" ou ...

Burnout por cobranças abusivas: O mito da "meta agressiva" que derrete o caixa da empresa.

Sabe aquele discurso corporativo de que "trabalhar sob pressão faz parte do negócio" e que a equipe precisa "dar o sangue" pelas metas? Muitas diretorias ainda aplaudem gestores que lideram na base do grito e da cobrança irreal, achando que isso é sinônimo de produtividade. Mas a Justiça do Trabalho tem um nome diferente para essa prática: adoecimento ocupacional. E o preço por essa falta de gestão acaba de ser cobrado. Se a sua empresa ainda acredita que esgotar o colaborador é a melhor forma de bater as metas do trimestre, recomendo que chame o setor financeiro para provisionar o risco. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-23) condenou uma empresa após ficar comprovado que as cobranças abusivas e a pressão psicológica excessiva levaram um trabalhador a desenvolver a Síndrome de Burnout. O tribunal deixou claro que a exigência constante acima dos limites saudáveis gerou o esgotamento mental do profissional, configurando a responsabilidade civil da empregadora. Quan...

O "troféu de funcionária mais lerda": O preço altíssimo que a empresa paga pela liderança imatura

Sabe o que acontece quando a empresa promove a cargos de liderança pessoas que acham que o ambiente de trabalho é o quintal de casa? O passivo trabalhista bate à porta em formato de "piada". Se a sua diretoria acha normal tolerar gestores que usam a humilhação como ferramenta de poder, recomendo que reservem um orçamento exclusivo só para pagar indenizações. Uma atendente diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) processou a empresa após ser "premiada" pelos próprios superiores com o "troféu de funcionária mais lerda". A Justiça do Trabalho, como era de se esperar de quem julga com base técnica e não em achismos, não achou a menor graça. A empresa foi condenada a pagar R$ 20 mil em indenização por danos morais. O que muita diretoria não entende é que o assédio e a discriminação deixaram de ser apenas "problemas de RH" para se tornarem um risco legal mapeado. O fator de risco psicossocial aqui grita sob a ótica d...

A profundidade dos vínculos e o conflito entre autenticidade, proteção e pertencimento

Uma leitura integrativa entre Psicanálise Lacaniana, Psicologia Positiva, Coaching e tradição Tomista Algumas pessoas experimentam os vínculos humanos com intensidade, responsabilidade e profundo significado. Desejam relações verdadeiras, mas encontram dificuldade para sustentar a proximidade emocional sem sentir desgaste, frustração ou necessidade de afastamento. Há, nesses casos, uma experiência aparentemente contraditória: deseja-se uma conexão genuína; mas teme-se a vulnerabilidade que essa conexão exige. Esse conflito não possui uma explicação única. Pode ser compreendido por diferentes perspectivas teóricas, desde que se respeitem os conceitos, os objetivos e os limites de cada abordagem. Psicanálise Lacaniana, Psicologia Positiva, Coaching e tradição tomista oferecem leituras distintas — e não necessariamente equivalentes — sobre desejo, identidade, pertencimento, autenticidade e proteção emocional. A perspectiva da Psicanálise Lacaniana: o desejo e o lugar do Outro Na teoria de...

NR-1: segurança jurídica empresarial muito além dos contratos

  A maioria das empresas investe tempo e recursos em contratos bem estruturados, cláusulas de proteção e assessoria jurídica especializada. Entretanto, existe outra camada de exposição que nem sempre recebe a mesma atenção nas reuniões de diretoria: a forma como a organização identifica, avalia, controla e acompanha os riscos presentes no trabalho. Desde 26 de maio de 2026, está vigente a nova redação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1, estabelecida pela Portaria MTE nº 1.419/2024. O texto passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais — GRO. Isso significa que a segurança jurídica empresarial não se constrói apenas por meio de contratos. Ela também depende de processos preventivos coerentes, medidas efetivamente implementadas e evidências de que a empresa gerencia as condições capazes de afetar a segurança e a saúde de seus trabalhadores. O que mudou — e o que já era obrigatório É importa...